domingo, 16 de outubro de 2011

Acordando ao meio-dia

Is it ever too late to wake up? Is it ever too late to reconstruct a person? Are my ideas so acient as to never be sprung again? Is there still a poet living inside? Will there ever be freedom from this burden? Will I ever stop questioning and start answering myself?
Não. Não há mais apenas uma pessoa a ser dirigida, a quem se possa falar.
Essa pessoa morreu ontem, ao meio-dia, enquanto o sol se punha.
E a pessoa seguinte, hoje dorme com esperança de chuva.
Sim, essa porcaria que atrapalha o meu dia, mas - reza a lenda - permite que haja flores na primavera.


Para cada dia há um de mim. Para cada ocasião, um chapéu, ou adereço espontâneo e planejado.
Para cada um de mim, suas próprias palavras.


E, para todas as palavras, a mesma assinatura: ALTEREU.


Bom dia para as minhas vidas!


Em cada objeto, uma presença.


Em cada canto do quarto, uma vida.


Em cada matéria, uma experiência.


Em cada memória, memorabillia.


Copos, controle, luz, processos,
Violão, shades, filmes, cachaça,
Compact, Digital Video, bedtop,
Óculos, polo, cama, fotos.


Meu filho.


Itens de todos os EUs de meu quarto.

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